O promotor da 41ª Zona Eleitoral de Mato Grosso, Eduardo Antônio Ferreira Zaque, pediu a cassação das candidaturas de Ademir Felício Garcia (Republicanos) e João Raposa (UB), eleitos prefeito e vice-prefeito de Figueirópolis D’Oeste (387 km de Cuiabá).
De acordo com a ação, eles são apontados por abuso de poder político e econômico com o intuito de compra de votos, durante a campanha eleitoral de 2024.
A ação se baseia em denúncias, imagens, vídeos e depoimentos sobre uma festa realizada em 7 de junho de 2024, na fazenda do então prefeito de Figueirópolis e apoiador da chapa vencedora.
No local, teria sido oferecido gratuitamente comida, bebida e até um show ao vivo para cerca de 150 pessoas, em uma tentativa de atrair votos.
O promotor destacou que, no caso de um município pequeno, com apenas 3.452 habitantes, 150 votos representam um percentual significativo do eleitorado.
“Como é sabido, as sanções legais previstas para a prática de captação ilícita de sufrágio somente podem ser aplicadas em juízo de certeza, o que ocorre no presente caso, quando demonstrados os elementos que evidenciam o dolo, especialmente pelo benefício obtido pelo candidato ao vincular-se à suposta ‘bondade’ ou ‘caridade’ em troca de votos”, destacou Zaque.



















