São Félix do Araguaia (MT) O prefeito do município, Acássio, voltou a ser o centro de polêmicas após divulgar um vídeo de “nota de esclarecimento” sobre críticas feitas à sua administração, principalmente em relação ao distrito de Espigão do Leste. No entanto, o tom adotado pelo gestor chamou mais atenção do que qualquer justificativa técnica. Em vez de dialogar com a população ou prestar contas de forma transparente, o prefeito partiu para o confronto verbal, soltando frases como: “agora bateu, levou” expressão que causou indignação e foi amplamente interpretada como uma tentativa clara de intimidação.
Para muitas pessoas que acompanham de perto a situação no município, o prefeito parece viver em um verdadeiro “faroeste caboclo”, onde se comporta como um xerife em uma terra sem lei, acreditando que pode impor medo com ameaças veladas. A fala, que mais se assemelha a um devaneio autoritário, ignora completamente os princípios democráticos que regem a administração pública e o direito constitucional de crítica por parte da população.
“Ele pensa que está em um bangue-bangue, onde quem manda fala alto e ninguém contesta. Mas estamos em um Estado de Direito, e aqui quem governa deve prestar contas”, comenta uma pessoa revoltada com a postura do prefeito.
As críticas da população têm se intensificado diante de problemas graves e recorrentes, como a falta de medicamentos nas unidades de saúde, ruas sujas, contratos com pouca ou nenhuma transparência, e gastos elevados com festas em detrimento de serviços essenciais.
A postura do prefeito no vídeo gerou forte reação nas redes sociais, sendo considerada desrespeitosa, autoritária e incompatível com o cargo público que exerce. O uso da frase “bateu, levou” normalmente associada a ameaças físicas ou confrontos intensificou a percepção de que o prefeito prefere calar as críticas ao invés de escutar a população.
Juristas apontam que o tom das declarações do prefeito pode sim configurar abuso de autoridade e tentativa de intimidação contra a população especialmente quando o gestor público utiliza sua posição para constranger quem exerce seu direito de cobrar e fiscalizar.
> “O cidadão tem o direito — e o dever — de cobrar. Se o gestor público não sabe lidar com isso, talvez não esteja preparado para o cargo que ocupa”, afirma um advogado da região.
Diante da repercussão, cresce a expectativa de que o Ministério Público Estadual e a Câmara Municipal de Vereadores cumpram seu papel constitucional, investigando possíveis excessos e cobrando responsabilidade institucional do prefeito.





















