Mais de 200 profissionais da região participaram de evento em apoio a Pedro Paulo
Uma das principais reclamações dos juristas que atuam fora de Cuiabá é o sentimento de abandono e separação entre Capital e interior. O advogado Sandro Saggin é um dos quase mil profissionais com base em Barra Garças que nutrem essa sensação de esquecimento por parte da Seccional mato-grossense. Segundo ele, o distanciamento é tanto que a região ganhou o apelido de “Vale dos Esquecidos”.
“A advocacia de Barra do Garças tem sido sacrificada há muitos anos, não é à toa que a região tem esse triste apelido. Por isso, a vontade de mudar e renovar está muito forte na nossa cidade. Esse evento mostrou que nossos colegas estão realmente em busca dessa mudança e os nomes que representam isso são Pedro Paulo e Luciana Castrequini. Então, eles têm o nosso apoio maciço para fazer essa transformação”, argumenta.
Saggin afirma ainda que a advocacia de Barra do Garças está cansada de um mesmo grupo se revezar no comando da OAB-MT e que uma manobra de se dividir apenas durante as eleições já foi percebida pela classe. Ele relata que isso tem sido extremamente prejudicial, pois as demandas do município são sempre deixadas de lado. Como exemplo, cita a solicitação de um espaço de lazer na subseção local, que nunca foi atendida.
“Temos o terreno aqui na sede que comporta essa estrutura. Muitas gestões já se passaram, entre Leonardo Campos e Gisela Cardoso, e nada foi feito em prol dos advogados dessa região. Inclusive, a Comissão de Esporte da Subseção foi dissolvida. A Barra está cansada dessas chapas que fazem parte de um mesmo núcleo que quer seguir no poder, com a mesma linha, mesmas práticas, enquanto nós continuaremos sem ser priorizados”, desabafa.
“Foi um dos maiores eventos da advocacia já realizados em Barra do Garças. Isso tem um importante significado. Demonstra a vontade que nossos companheiros têm de se livrar das amarras desse grupo que há anos e anos divide o comando entre eles. De um grupo que transformou a OAB-MT em uma entidade que segrega, que esquece da advocacia como um todo e só se lembra quando precisa dos votos e da anuidade”, expõe Pedro Paulo.





















