Moradores de Ribeirão Cascalheira começam a demonstrar frustração e indignação com a postura da atual gestora municipal, eleita com um discurso firme contra a corrupção e em favor da moralidade na administração pública.
Nos primeiros meses de mandato, denúncias e indícios de má gestão já começam a surgir, o que tem despertado a atenção e a revolta da comunidade. “A mulher que se passava por honesta está revelando quem realmente é. A mesma que fez a população acreditar nela agora começa a dar um rombo no dinheiro público. É uma verdadeira vergonha para nossa cidade”, desabafou uma moradora que preferiu não se identificar.
A principal crítica envolve possíveis gastos considerados desnecessários ou mal explicados, além da falta de transparência em contratos e licitações. Alguns cidadãos já se mobilizam nas redes sociais exigindo esclarecimentos, enquanto outros pedem a atuação urgente dos órgãos de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas.
Durante a campanha, a prefeita utilizou como bandeira principal o combate à corrupção, afirmando que sua gestão seria exemplo de ética e responsabilidade com o dinheiro público. No entanto, a realidade tem se mostrado diferente para muitos moradores que depositaram confiança em seu discurso.
O clima de decepção é crescente, e a população aguarda uma resposta oficial da administração. Enquanto isso, cresce a cobrança por investigações e medidas concretas para garantir que os recursos públicos sejam usados de forma correta e transparente.
Coragem para mudar”? Só se for coragem para repetir os mesmos vícios do passado — agora com muito mais dinheiro envolvido.
Nem o slogan é original: “coragem para mudar” foi copiado.
O irônico é que até mesmo o slogan da atual gestão, “Coragem para mudar”, foi copiado descaradamente de outra campanha política: a do delegado Éder Mauro (PL), candidato a prefeito de Belém do Pará em 2024. Ou seja, a gestão que prometia inovação começou plagiando o próprio lema — e seguiu reproduzindo os mesmos vícios do passado, agora em escala milionária.
Uma verdadeira bomba fiscal está prestes a explodir em Ribeirão Cascalheira. A gestão municipal, que se elegeu sob o lema da renovação, está envolvida em um escândalo de gastos públicos descontrolados, sem transparência e sem prestação de contas adequada.
De acordo com informações extraídas do próprio Portal da Transparência, a Prefeitura já gastou, entre março e julho de 2025, mais de R$ 200 mil em diárias, tudo sem nota fiscal. Os lançamentos se limitam a recibos invisíveis para o cidadão, que sequer são disponibilizados no sistema. Um verdadeiro apagão da transparência pública.
Veja os valores mensais:
Março: R$ 55.566,63
Abril: R$ 43.933,24
Maio: R$ 40.713,38
Junho: R$ 52.329,00
Julho (até o momento): R$ 59.284,00
Total: R$ 251.826,25 apenas em diárias, e sem nenhuma comprovação formal via nota fiscal.
E não para por aí.
Verbas indenizatórias: mais R$ 278 mil gastos sem prestação de contas
No mesmo período, a prefeitura também desembolsou R$ 278.790,85 em verbas indenizatórias, igualmente sem a devida comprovação legal. Some-se tudo isso e o rombo ultrapassa R$ 530 mil reais em apenas 5 meses! Em um município onde a atual gestão alegou que estava quebrado e sem dinheiro para investimentos.
É dinheiro público sendo tratado como se fosse dinheiro de bolso. Sem controle. Sem nota. Sem respeito.
Denúncia acolhida pelo Ministério Público
Diante do escândalo, o advogado Odinir Júnior formalizou denúncia ao Ministério Público de Mato Grosso, que acatou o pedido e instaurou o processo administrativo nº 001274-005/2025. Em 13 de junho de 2025, foi emitida recomendação formal à Prefeitura, exigindo que fossem corrigidas as irregularidades no uso das verbas públicas.
Mas até agora… nada mudou.
A prefeitura ignora a recomendação, e o sistema de transparência continua omisso.
O povo quer saber: quem está ficando com esse dinheiro?
Com mais de meio milhão de reais gastos sem comprovação, cresce a revolta da população:
Quem está se beneficiando com isso?
Por que tanta resistência em apresentar notas fiscais?
Por que esconder os recibos?
Será que esse dinheiro está sendo usado em rachadinhas para bancar despesas com processos judiciais?
A conduta da atual gestão, segundo especialistas, configura crime de improbidade administrativa, passível de ação civil pública, suspensão de direitos políticos e ressarcimento integral do dano ao erário.
Indignação popular: “de nada adianta falar em melhoria e gastar como se fosse dono”
A revolta popular cresce nas ruas e nas redes:
“De nada adianta eventualmente buscar melhorias para o município e gastar dinheiro público como se fosse particular.”
Enquanto o povo sofre com ruas esburacadas, falta de médicos, escolas precárias e a ausência de infraestrutura, a elite da gestão viaja, se hospeda e se alimenta às custas do contribuinte — sem prestar contas.
E agora?
O Ministério Público vai agir?
A cidade aguarda ansiosamente uma resposta firme e urgente.
Se a recomendação não foi suficiente, espera-se que agora sejam tomadas as medidas judiciais cabíveis para punir os responsáveis e devolver o dinheiro ao povo.
Afinal, transparência não é favor. É obrigação legal.



















